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Autor: Marta Gouveia de Oliveira Rovai
Ano: 2014
ISBN: 978-85-62959-33-2
Formato 16x23, 364 páginas
_ Sinopse _
Haveria uma invisibilidade feminina na memória coletiva da greve de Osasco de 1968? Essa foi a questão que encorajou a historiadora Marta Gouveia de Oliveira Rovai a reorientar os rumos de sua então principiante pesquisa quando, coletando relatos masculinos sobre a greve, ela soube que duzentas operárias de uma fábrica de fósforos, que tentaram se juntar aos operários grevistas de outra fábrica, foram “dispensadas” pelos homens e mandadas de volta às suas casas.
O livro A greve no masculino e no feminino [Osasco, 1968] resulta dessa reorientação, traduzida na escuta paciente mas obstinada daquilo que as mulheres – quase imperceptíveis nos discursos dos homens – tinham a dizer sobre os significados da greve em suas trajetórias de vida. As lutas pessoais e políticas se cruzaram na atuação dessas mulheres, que se posicionaram como sujeitos históricos no contexto de redemocratização do país.
Do espaço domiciliar à entrada em cena pública como mediadoras num contexto de repressão, a greve de Osasco colocou as mulheres no centro da história e da memória osasquense. A “essência” feminina tornou-se tática de luta dessas mães e esposas, e o papel de “cuidadoras” socialmente reservado àquelas mulheres tornou-se ato político na defesa de seus entes queridos.
Em tempos de intensa reflexão da sociedade brasileira sobre sua história recente, este livro apresenta em um enfoque interpretativo engenhoso e tocante as histórias de homens e mulheres que construíram a si mesmos através da memória coletiva em torno da greve de 1968, em Osasco. São pessoas capazes de ressignificar o passado e dar sentido às suas vidas no presente.
_ Conteúdo _
Introdução
1. A cidade de Osasco no cenário nacional
2. História oral testemunhal: Homens e mulheres da colônia osasquense
3. A memória masculina sobre a greve de Osasco
4. A identidade fraturada: Resistência e repressão após a greve
5. Memória afetiva e performance de gênero: As mulheres da greve de Osasco
6. As feridas da memória: Experiências de dor, coragem e afeto
7. O exílio e as lutas femininas pela redemocratização
Palavras finais
Referências
Lista de siglas
_ Sobre a autora _
MARTA GOUVEIA DE OLIVEIRA ROVAI nasceu na cidade de Osasco, na Grande São Paulo, em 1965. Professora adjunta da Universidade Federal de Alfenas, foi docente no Ensino Fundamental e Médio, atuando em escolas públicas e privadas, e trabalhou com formação de professores em Recife e Teresina. Também atuou na Universidade Federal do Piauí. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, é autora de diversos trabalhos ligados aos temas da História Oral, Ditadura Militar, História Pública, relações de gênero e educação.
A greve no masculino e no feminino [Osasco, 1968] - Marta Gouveia de Oliveira Rovai
Autor: Marta Gouveia de Oliveira Rovai
Ano: 2014
ISBN: 978-85-62959-33-2
Formato 16x23, 364 páginas
_ Sinopse _
Haveria uma invisibilidade feminina na memória coletiva da greve de Osasco de 1968? Essa foi a questão que encorajou a historiadora Marta Gouveia de Oliveira Rovai a reorientar os rumos de sua então principiante pesquisa quando, coletando relatos masculinos sobre a greve, ela soube que duzentas operárias de uma fábrica de fósforos, que tentaram se juntar aos operários grevistas de outra fábrica, foram “dispensadas” pelos homens e mandadas de volta às suas casas.
O livro A greve no masculino e no feminino [Osasco, 1968] resulta dessa reorientação, traduzida na escuta paciente mas obstinada daquilo que as mulheres – quase imperceptíveis nos discursos dos homens – tinham a dizer sobre os significados da greve em suas trajetórias de vida. As lutas pessoais e políticas se cruzaram na atuação dessas mulheres, que se posicionaram como sujeitos históricos no contexto de redemocratização do país.
Do espaço domiciliar à entrada em cena pública como mediadoras num contexto de repressão, a greve de Osasco colocou as mulheres no centro da história e da memória osasquense. A “essência” feminina tornou-se tática de luta dessas mães e esposas, e o papel de “cuidadoras” socialmente reservado àquelas mulheres tornou-se ato político na defesa de seus entes queridos.
Em tempos de intensa reflexão da sociedade brasileira sobre sua história recente, este livro apresenta em um enfoque interpretativo engenhoso e tocante as histórias de homens e mulheres que construíram a si mesmos através da memória coletiva em torno da greve de 1968, em Osasco. São pessoas capazes de ressignificar o passado e dar sentido às suas vidas no presente.
_ Conteúdo _
Introdução
1. A cidade de Osasco no cenário nacional
2. História oral testemunhal: Homens e mulheres da colônia osasquense
3. A memória masculina sobre a greve de Osasco
4. A identidade fraturada: Resistência e repressão após a greve
5. Memória afetiva e performance de gênero: As mulheres da greve de Osasco
6. As feridas da memória: Experiências de dor, coragem e afeto
7. O exílio e as lutas femininas pela redemocratização
Palavras finais
Referências
Lista de siglas
_ Sobre a autora _
MARTA GOUVEIA DE OLIVEIRA ROVAI nasceu na cidade de Osasco, na Grande São Paulo, em 1965. Professora adjunta da Universidade Federal de Alfenas, foi docente no Ensino Fundamental e Médio, atuando em escolas públicas e privadas, e trabalhou com formação de professores em Recife e Teresina. Também atuou na Universidade Federal do Piauí. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, é autora de diversos trabalhos ligados aos temas da História Oral, Ditadura Militar, História Pública, relações de gênero e educação.
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