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| 12 x de R$6,17 | Total R$74,06 |
Título: Carandiru, patrimônio prisional
Autora: Viviane Borges
Ano: 2026
ISBN: 978-65-86903-64-5
Formato: 13 x 20 cm
Páginas: 212
_ Sinopse _
Carandiru, patrimônio prisional toma o antigo Complexo Penitenciário do Carandiru como ponto de partida para uma reflexão sobre as relações entre prisão, memória e patrimônio. A partir de sua demolição, dos processos de patrimonialização e das diferentes iniciativas de preservação e evocação de seu passado, Viviane Borges examina as disputas que envolvem os vestígios materiais e imateriais da experiência prisional. Documentos, objetos, edificações, museus, testemunhos, obras artísticas e práticas de história pública são analisados como parte de uma trama na qual se articulam memória e esquecimento. Autora desenvolve a noção de patrimônio prisional, atentando para as especificidades e os impasses envolvidos na preservação de lugares marcados pelo encarceramento e pela violência. O caso do Carandiru permite, assim, discutir os processos de seleção, silenciamento e reativação que constituem a memória pública das prisões, bem como seus vínculos com questões ainda presentes na sociedade brasileira.
_ Sumário _
PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO I – “Morreu como viveu. Sem deixar saudades”
As margens são também interfaces
Casa de Detenção Prof. Flamínio Fávero: patrimônio difícil
O tombamento do “Monstrengo Carandiru”
A Resolução de 2018
“Símbolo do fracasso do sistema prisional brasileiro”
CAPÍTULO II – Carandiru, patrimônio prisional
O patrimônio prisional na França
Podemos falar de patrimônio prisional no Brasil?
Às margens da lista
Memórias não reivindicadas
Presos políticos, presos comuns
CAPÍTULO III – A prisão, o massacre e os lugares de memória
Museu Penitenciário Paulista
Espaço Memória Carandiru
A memória do “estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro”
CAPÍTULO IV – O Carandiru entre o arquivo e o repertório
“Curiosidade em saber como os presos viviam”
O arquivo, o repertório e a prisão
Performances: sobreviventes do sistema prisional
Outros repertórios
Um atentado à memória
Práticas de memória e atitude historiadora
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
QUADRO
AGRADECIMENTOS
_ Sobre a autora _
VIVIANE BORGES é historiadora, professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), pesquisadora do CNPq e associada ao Institut d’Histoire du Temps Présent (IHTP/CNRS), na França. Coordena o projeto Arquivos Marginais e desenvolve pesquisas sobre história das prisões, patrimônio prisional, arquivo, memória e violência institucional. Entre seus livros estão Histórias Marginais (2023), Prisões: introdução à pesquisa (2023) e História pública e história do tempo presente (2021).
