Não se assuste, pessoa! As personas políticas de Gal Costa e Elis Regina na ditadura militar

R$38,00

Título: Não se assuste, pessoa! As personas políticas de Gal Costa e Elis Regina na ditadura militar
Autor: Renato Contente
Ano: 2021
Preço: R$ 38,00
ISBN: 978-65-86903-09-6
Formato: 14x21 cm
Páginas: 144
 

Sinopse _

Em um contexto político sufocante, Gal Costa e Elis Regina tomaram as rédeas da resistência contra a ditadura militar no campo musical brasileiro. Não se tratou necessariamente de militância formal ou direta, mas da construção de narrativas – em álbuns, performances, espetáculos e entrevistas – cujos efeitos eram um misto de denúncia, relato do momento histórico e a expressão de subjetividades daqueles que vivenciavam o regime antidemocrático. A partir de uma série de disputas simbólicas, ambas assumiram o papel de porta-estandarte da resistência em momentos distintos: Gal entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, e Elis da segunda metade da década de 1970 até pouco antes de sua morte precoce, em 1982. Este livro se propõe a investigar o processo de transferência simbólica desse papel de destaque na música popular brasileira de uma cantora para a outra, bem como os efeitos gerados nas carreiras de ambas a partir de determinadas escolhas e a (des)construção pública de suas personas políticas ao longo da ditadura militar.

 

Conteúdo _

Apresentação

1. "Faz escuro mas nós cantamos": O nacional-popular e o tropicalismo
Um monumento bem moderno
 
2. Elis e Gal: Aproximações e distanciamentos
Intérpretes-compositoras, estilos e referências
As cantoras e a imprensa
Relação entre Gal e Elis
 
3. Gal, dor e tesão
Um jogo de espelhos caetano
Perdida no paraíso: Gal Costa (1969) e Gal (1969)
A garota problema: Legal (1970)
A dor é para ser gritada alto: Fa-tal – Gal a todo vapor
Depois do desbunde, entertainer da beleza
Nas trincheiras da alegria
Gal de tantos Brasis
 
4. As quimeras de Elis
“Faço, mas com medo”
Um triste strip-tease da agonia
O horror quando gracioso: Falso brilhante (1976)
A dama do Apocalipse: Transversal do tempo (1978)
A volta do irmão do Henfil
“Saudade de uma coisa que tá viva”: Saudade do Brasil (1980)
Conscientização política e narrativas póstumas
 
5. Abertas as cortinas do passado
 
Referências

 

Sobre o autor _

RENATO CONTENTE, recifense nascido em 1990, é jornalista, mestre em Comunicação e doutorando em Sociologia pela UFPE. Atuou como repórter de cultura no Jornal do Commercio e na Folha de Pernambuco, nas áreas de música e artes visuais. Como colaborador, escreveu para Revista Continente, Suplemento Pernambuco e Outros Críticos. Atualmente, se dedica a estudos que interseccionam gênero, sexualidade e mídias digitais.

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